domingo, 4 de novembro de 2018

Eu chovo, tu choves, ele chove

Abro a janela. A claridade da tarde mergulha no quarto. No entanto não é uma luz de dia ensolarado. Choveu pela manhã, ou depois de meio-dia, não sei ao certo, mas bonitas nuvens cinzentas ainda deslizam pelo céu. Sopra um vento fresco em Pedra Preta. As roseiras de minha mãe, plantadas em frente à casa, rentes à mureta azul e à grade verde, estão repletas de pingos de chuva que ali caíram e ficaram. Não tem chovido em Mato Grosso como geralmente chove nessa época. Talvez a estação das águas tenha de fato chegado. Talvez o verão tenha se encorajado a começar... É o fim do ano, mas o início de muitas outras coisas.

© Jefferson Adriã Reis
Maira Gall