sábado, 10 de novembro de 2018

Verde, vermelho e azul


Morar em uma cidade pequena é uma experiência muito solitária se você é uma pessoa LGBT. Se essa cidadezinha se situar no Mato Grosso, seja entre extensas plantações de soja ou no meio das altas árvores amazônicas, essa solidão pode ser tão vasta quanto a imensidão do verde que se estende pelo campo para se encontrar com o azul do céu em um lugar muito distante. E se por acaso a pessoa LGBT em questão for introspectiva ou tímida... bem, ela terá tido tempo e espaço o bastante para perceber as cores do deserto. O meu deserto é verde e vermelho, a cor da folha e a cor da poeira, mas meu coração é azul.



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© Jefferson Reis
Maira Gall