quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Roda mundo

Para Sedgewick (1991 apud STAM, 2013, p. 290), é a forte demarcação entre o “heterossexual” e o “homossexual”, por não homossexuais, que impede a homossexualidade de ser vista como uma categoria livremente diferenciada de pessoas.
Olha como as coisas são! Dia desses assisti a um programa na televisão que me fez pensar algo mais ou menos assim e agora me deparo com esse estudo em um livro sobre teoria do cinema. No programa em questão, os participantes giram uma roleta para determinar quantos reais ganharão por letras acertadas em um jogo de forca. Eles precisam adivinhar uma palavra e têm a ajuda de uma dica. E a dica da vez era “cobra”. Ou seja, as palavras eram relacionadas a esse termo, cobra. Em determinado momento, a apresentadora perguntou a um dos participantes, um homem de mais ou menos 35 anos, se ele já tinha visto uma cobra ou brincado com uma cobra, não me lembro ao certo. A reação dele foi de negação, reprovação e deboche. Tanto ele quanto a apresentadora estavam tecendo comentários homofóbicos (e não sei dizer se intencional ou apenas inspirados pelos costumes culturais ancorados na homofobia). O participante precisou deixar muito claro que ele era heterossexual, enquanto a apresentadora ria. Naquele momento eu só pensei: “Pra que isso, cara? Pra que fazer isso em um programa na TV aberta, no país que mais mata pessoas LGBT em todo o mundo? (Eu sei, é assustador, mas o Brasil é o país onde mais se assassina pessoas LGBT, superando países muçulmanos)”. O participante se comportou de um modo que revela o “sistema sexo/gênero” que nos oprime. Nesse sistema há, de um lado, a heterossexualidade, que é boa, e, do outro, a homossexualidade, que é ruim (e aqui pode-se ler também as outras sexualidades consideradas imorais e patológicas). Ou seja, quando pessoas não homossexuais demarcam claramente o que é o “heterossexual” e o que é o “homossexual”, elas estão empurrando a homossexualidade para uma subcategoria de vivência da sexualidade, porque, nessa lógica, a homossexualidade existe para ser o oposto negativo da heterossexualidade, que é positiva. Nesse “sistema sexo/gênero”, a homossexualidade não existe como uma livre vivência da sexualidade, mas está atrelada à heterossexualidade para representar seu inverso, para representar o que não fazer, o que não ser. E isso está aí para todo mundo ver, está na TV, está nos discursos, está na política, está nas relações entre as pessoas. E continuam nos chamando de mimizentos. As pessoas querem ter o direito de nos assassinar, nem que seja aos pouquinhos.

STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. 5. ed. Campinas: Papirus, 2013. p. 288-293.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Tio

O que fazer quando há uma criança de 8 meses sentada em um carrinho de bebê a sua frente, entediada e com uma possibilidade alta de chorar? Essa é fácil, você monta um pequeno showzinho com uma série de apresentações. Foi assim que consegui entreter minha sobrinha Júlia Hellena durante algum tempo hoje. Primeiramente usei um pedacinho de E.V.A. azul para brincar de “Onde está o pedacinho de E.V.A. azul?”. Eu o escondi em uma das mãos e minha sobrinha precisava adivinhar qual era a mão com o quadradinho de E.V.A.  Em seguida agarrei um pedaço de ferro comprido que faz parte do berço (mas você pode usar o cabo de uma vassoura) e me posicionei a uma distância segura (porque o objetivo é entreter a criança e não acertar a cabeça dela), então comecei a girar o objeto de um lado a outro. Júlia Hellena sorriu. Depois peguei dois chinelinhos e comecei a jogar para cima, fazendo malabarismo, alternando de mão para mão (com dois objetos é fácil, com três eu não saberia como fazer). O interessante é que os momentos mais divertidos foram aqueles em que deixei os chinelinhos caírem. Em seguida convidei Foguete, o cão, para se apresentar comigo, incentivando-o a ficar em pé sobre duas patas, pular e correr atrás de mim. Júlia Hellena gosta muito de ver o Foguete brincar. Por fim, meu convidado, o Senhor Cachorro de Pelúcia, nos agraciou com sua participação na apresentação com fantoches. Conversamos até Júlia Hellena ver a vovó e ir para seu colinho.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Amigo da onça

Festas de fim de ano me deixam melancólico. Acontecimentos grandiosos, simbólicos, maciçamente compartilhados e que geralmente marcam alguma época do ano ou que significam o avanço do tempo têm essa capacidade de me deixar introspectivo e mais emotivo. Por essa razão não costumo entrar no clima do Natal e só nos últimos momentos é que encaro a virada do ano. Desfiles de escolas de samba também me afetam dessa maneira. As fantasias, os carros alegóricos, a música, essas coisas me conduzem ritmicamente à nostalgia. No caso do Natal, além desses fatores simbólicos e religiosos, pesa ainda o fator social. Relaciono as festas de Natal com reuniões familiares. Sempre fui introspectivo e somando-se a isso o fato de eu ser gay, eu costumava ser a pessoa que ficava boa parte do tempo escondida no quarto.

Eu me via como um esquisito e não queria me expor nem mesmo para membros da família. Sair dessa posição foi um passo em direção a um tipo de existir mais coerente com quem de fato eu desejava ser. E quando digo sair dessa posição estou me referindo tanto a deixar de pensar em mim como sendo um cara deslocado e inseguro, quanto a sair dos meus espaços privados para conversar com as pessoas. Não que eu tenha encontrado meu lugar na família. Procuro ir na contramão disso, na desconstrução dos lugares estabelecidos.

Por isso fiquei um pouco apreensivo ao participar de um Amigo da Onça, organizado por minha irmã Cláudia para reunir a família, nos dizeres dela. Essa brincadeira é parecida com o Amigo Secreto, com a diferença de que o sorteio é realizado na hora. Todos os presentes são colocados juntos em algum lugar e a pessoa sorteada escolhe um dos pacotes, desembrulha e decide se quer ficar com aquele ou substituir pelo presente de alguém que tenha sido sorteado anteriormente. Há algumas regras: a primeira pessoa sorteada pode, no final, tomar qualquer presente, exceto o próprio e aquele que lhe foi tomado. E não podemos ficar com o presente que compramos.

A primeira sorteada foi minha sobrinha Luanna. Ela escolheu o pacote com o presente levado por minha mãe, um conjunto de tigelas de vidro. Na minha vez, escolhi o pacote com o presente comprado por meu sobrinho Luiz Antônio, um copo térmico grande e que me serviria bastante para levar chá e suco para a universidade. Eu estava de olho no presente que minha sobrinha Hevelliny levou e que havia ido parar com alguém, um cofre de pinguim que ficaria maravilhoso no meu quarto, que parece um quarto de criança, mas fui muito pouco estratégico e resolvi arriscar ficar com o copo térmico, sem pensar que a probabilidade de alguém toma-lo de mim era grande. E foi o que aconteceu. A Karina, noiva do Luiz, pegou o presente comprado pela minha sobrinha Hallana, uma caneta e um chaveiro vermelhos dentro de uma caixinha muito bonita, e decidiu substituir pelo copo térmico. Tudo bem, achei que a caneta e o chaveiro têm muito a ver comigo e me lembrarei de Hallana sempre que olhar algum dos dois. Hallana escolheu o presente comprado pela Cláudia, um caderno prateado muito brilhante.

Outros presentes foram um recipiente com copo para tomar destilados comprado por meu pai, que foi bastante disputado. Fones de ouvido comprados por mim, que passaram de minha sobrinha Edna para Luanna, mais fones de ouvido, pannettone da Cacau Show, uma garrafa térmica, relógio despertador e uma caneca com os dizeres “Amigo da onça”, comprada pela minha irmã Erica e que ficou com minha mãe. Ninguém ousou tomar a caneca dela. Foi uma brincadeira divertida e cheia de tensão, mas no fim de tudo acho que todo mundo gostou de seus presentes. Tive bastante trabalho para comprar algo de meu agrado. A cidade onde moro é muito pequena e acho que visitei mais da metade das lojas até chegar aos fones de ouvido. Comprei-os pensando em meu sobrinho José Antonio, que vive pegando meus headphones emprestados, mas ele acabou não participando. Outra que deu no pé foi minha sobrinha Marielly... Mas eu fiquei, firme e forte, comendo torta, tomando sorvete e vendo meu sobrinho-neto Cauã dançar Meu pintinho amarelinho de um jeito muito fofo.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Estou tentando

Estou tentando não ser uma drama queen. Estou tentando controlar a respiração. Respirar. Estou tentando não apagar tudo que escrevo. Estou tentando não explodir os tímpanos ao ouvir Somebody else nos headphones no volume máximo. Estou tentando não sentir pena de mim. Estou tentando não me sentir sozinho. Estou tentando me sentir grato. Estou tentando não perder a cabeça. Estou tentando não recorrer a você. Estou tentando aprender alguma coisa com tudo isso. Estou tentando não chorar. Estou tentando parar de comer esses doces. Estou tentando não acessar pornografia. Estou tentando me convencer a dormir. Estou tentando conseguir. Estou tentando cantar no ritmo. Estou tentando não seguir o ritmo. Estou tentando entender o motivo de isso acontecer. Estou tentando não me sentir o mesmo. Estou tentando não ouvir essas vozes. Estou tentando me resgatar. Estou tentando pensar num jeito de fazer diferente. Estou tentando querer fazer algo. Estou tentando me manter calado. Estou tentando te dar um descanso. Estou tentando chorar. Estou tentando não pegar uma bebida. Estou tentando me convencer a tomar a medicação. Estou tentando deixar meu corpo dançar. Estou tentando sorrir. Estou tentando decidir se deixo brotar a deslumbrante face do descontrole, se deixo chover e se deixo afogar. Estou tentando acreditar diferente. Estou tentando descobrir um caminho.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Zines, dinâmicas e figuras de linguagem

“Vamos fazer uma dinâmica. Vai ser o seguinte: nos organizaremos em um círculo e a pessoa que está ao seu lado lhe dirá uma palavra, que deve ser o nome de algo que encontramos em nosso cotidiano, de preferência um objeto, e sua resposta deve ser um sentimento ou uma sensação, alguma coisa abstrata, que, por algum motivo, você relacione com o objeto. Por exemplo, se eu lhe disser “papel”, você responderá com algo como “criatividade” ou “criação”, ou com qualquer outra coisa que para você faça sentido.

Foi mais ou menos assim que começamos a oficina de leitura e escrita de hoje. Nosso objetivo era chamar a atenção dos participantes para o poder expressivo das palavras e sua importância no fazer poético, sobretudo quando há certa preocupação na escolha dos termos. Estamos trabalhando com a escrita de poemas e por isso queríamos torná-los conscientes da riqueza do campo semântico e lexical das palavras e de como podemos fazer uso disso para criar poesia.

A atividade teve início e logo surgiram relações como “água – agonia” e “fruteira – saudade”. No primeiro caso, o participante relacionou a água com o afogamento e então pensou na agonia. Outro participante fez a relação com matar a sede, saciedade. Achei interessante que a água tenha sido um disparador para pensamentos tão diferentes e apontei para o fato de que uma mesma palavra suscitou, concomitantemente, tanto a ideia da morte quanto a ideia da vida. No segundo caso, o participante relacionou a imagem de uma fruteira com sua falecida avó, pois ele trazia a ideia de que toda avó deve ter uma fruteira na cozinha de sua casa e a palavra escolhida foi “saudade”.

Na segunda rodada, invertemos os papéis e agora devíamos relacionar um sentimento ou sensação com um objeto. Observei que os participantes tiveram mais dificuldade nessa etapa da atividade. Surgiram relações como “fidelidade – aliança”, “arrependimento – passagem de ônibus” e “sensibilidade – vidro”. E o legal de tudo foi perceber a potência desse tipo de dinâmica não apenas como um exercício de criatividade, mas também como disparador de pensamentos e produtor de falas. Fiquei muito contente com o envolvimento dos meus colegas ministrantes que são meus amigos e dos participantes da oficina.

Também conseguimos dar início à discussão sobre figuras de linguagem. Ontem passei a tarde toda criando um zine com as principais figuras de linguagem e para isso pedi ajuda ao professor Noslen, porque infelizmente perdi o material que usei na época da graduação em Letras. Foi o primeiro zine que fiz na vida e sei que isso é quase vergonhoso para alguém que gosta de escrever, portanto cometi alguns erros não muito graves como DEIXAR UMA PÁGINA DE PONTA CABEÇA. De qualquer forma, consegui fazer algumas cópias do zine e deu tudo certo (obrigado secretária do curso de Psicologia, por ter tanta paciência comigo e me ajudar a usar a máquina escaneadora).



Falamos sobre o que é uma figura de linguagem, como elas servem para deixar nossos discursos mais expressivos, como são aplicadas no dia-a-dia, na música e na poesia. Tivemos tempo de conversar sobre metáfora e metonímia antes de o horário programado acabar e termos que encerrar a oficina. Vamos continuar trabalhando com figuras de linguagem no próximo encontro. Estou muito ansioso para o início da criação dos zines. Eu não disse antes, mas nosso objetivo é criar com os participantes zines com poemas, pensamentos, colagens e desenhos. Franz, que é meu colega no projeto e gosta de desenhar, fez um zine muito bonito sobre momentos importantes da vida dele. Shelda fez colagens com dicas de escrita e de Literatura para quem está se preparando para o ENEM, ou melhor, para todo mundo que queira ler o zine.

Nesse fim de semana criarei meu zine artístico com trechos de contos e crônicas que escrevi, colagens e também vou me arriscar com um desenho ou outro. Agora que me familiarizei com essa ferramenta, vou usar e abusar.

BÔNUS: os participantes das oficinas nos escreveram cartas agradecendo pela dedicação. Foi muito legal!😊

domingo, 9 de dezembro de 2018

Amigo literário


Ontem aconteceu a revelação de um Amigo Literário do qual participei. Esta brincadeira é parecida com o Amigo Oculto, com a diferença de que o presente deve ser um livro. Os organizadores foram o Alisson e a Vanessa, idealizadores do Bookaholic, um grupo de leitores. A festinha ocorreu na Center Livros, a livraria da cidade, onde trabalhei de janeiro de 2014 a dezembro de 2016.

Como era minha primeira vez, eu estava um pouco nervoso. Meu amigo literário foi um rapaz que agora trabalha na Center Livros e que, por este motivo, acabou descobrindo antes da hora tanto que eu o havia sorteado quanto o livro que comprei para ele, o cyberpunk Neuromancer, de William Gibson. Tudo isso porque os papeizinhos com nossos nomes e as listas com sugestões de livros estavam na livraria e, como é a única da cidade, precisei comprar o livro lá, bem no horário em que ele estava trabalhando. Tentei disfarçar, mas o outro rapaz que me atendeu não conseguiu ser muito discreto.

Ganhei os livros Um milhão de finais felizes, de Victor Martins, e Como funciona a ficção, de James Woods. Sim, ganhei dois livros de uma moça que eu costumava atender quando trabalhava na livraria. Quando ela foi me anunciar, disse que seu amigo literário a havia aturado muito e durante bastante tempo. No mesmo momento percebi que estava falando sobre mim, porque ela foi uma de minhas clientes fiéis, daquelas que chegavam na loja anunciando que só seriam atendidas por mim.

Um milhão de finais felizes é um romance com protagonista gay, do mesmo autor de Quinze dias, outro título que está em minha lista. Como funciona a ficção é um livro sobre a arte de escrever, publicado pela editora SESI–SP. James Wood, o autor, é um crítico literário que, neste trabalho, aborda questões como o narrador, o personagem, as metáforas, entre outras coisas muito interessantes. Amo livros sobre leitura e escrita. Tenho alguns que são de fato muito bons, como o excelente Para ler como um escritor, de Francine Prose.

Não preciso dizer que fiquei muito feliz com os presentes. Também me diverti bastante na hora da revelação, porque eu não conhecia a maioria das pessoas que estavam ali. E elas também não se conheciam pessoalmente, então quase todo mundo começou o discurso dizendo algo como “Eu não conheço a pessoa que eu tirei, mas...”. Quem me salvou de ficar completamente perdido foi o Leonardo, um rapaz que conheci quando aceitei participar da brincadeira e que me chamou para conversar sobre livros minutos depois de eu ter me apresentado no grupo de Whatsapp feito para a interação dos participantes. Ah, e descobri que o André Aciman, autor de Me chame pelo seu nome lançou um novo romance, o Variações Enigma... Quero muito!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Meditação guiada para dormir bem

Esta noite dormi bem e acordei apenas algumas vezes para ir ao banheiro, mas dormi e consegui descansar, apesar de agora estar um pouco sonolento. Atribuo parte de meu sucesso em dormir a uma prática que até então eu olhava com certo preconceito, mas que, nas duas últimas noites, tem se mostrado de grande valor: a meditação guiada.

Que delícia! O medicamento para dormir não estava fazendo efeito, mas a meditação guiada aliada ao chá de erva doce ou camomila ou erva cidreira me proporcionou um relaxamento tão bom que foi o suficiente para que eu adormecesse. E olha que a insônia e a ansiedade são minhas velhas conhecidas. Como agora estou estudando as práticas integrativas e complementares do SUS, as chamadas PICS, acho que vou dar um pouco mais de atenção à meditação.

Ultimamente tenho cuidado melhor de mim. Isso quer dizer que tenho frequentado a ESF do meu bairro, que procurei ajuda médica para minha dificuldade de dormir e que tenho aplicado em minha vida as técnicas que aprendi com o curso de extensão Formação Básica em Fitoterapia, Aromaterapia e Alimentação Saudável na Atenção Primária à Saúde.

Isso também quer dizer que estou me organizando melhor para minhas atividades diárias, procrastinando menos e me posicionando mais nos trabalhos em grupo. Aprender a dizer não e a sinalizar suas vontades pode diminuir bastante a carga de sofrimento psíquico que sofremos no dia a dia.

Algo que também tem me ajudado a controlar a ansiedade foi diminuir o número de informações que recebo diariamente pela internet ou por grupos de Whatsapp. Na maioria das vezes essas informações são inúteis e servem apenas para nos “acelerar”. Por causa disso desativei minhas contas em redes sociais como o Instagram e o Facebook. Confesso que não sinto falta.

Hoje fiquei muito estressado e ansioso por ter que apresentar um seminário sobre a Psicologia Individual, de Alfred Adler (depois conto a história completa). Sou uma pessoa muito tímida e tenho problemas para falar em público, mas, apesar de ter somatizado o estresse em uma dor de estômago muito irritante, consegui controlar o nervosismo e acho que fiz uma boa apresentação. Claro que ter dormido bem contribuiu para minha boa performance. Esta noite vou repetir a sessão de meditação depois de tomar meu chazinho. 

© Jefferson Adriã Reis
Maira Gall